Nos dias atuais a sociedade tem cada vez mais consciência de que a
adoção de um estilo de vida fisicamente ativo é um quesito indispensável para
uma melhor qualidade de vida em todas as faixas etárias (LASTE, 2009). Desta
forma, observa-se uma maior aderência da população a prática do exercício físico
ao ar livre, como caminhada e ginástica nos bosques, parques e calçadões das
grandes cidades (MIRANDA e BATISTA, 2009). Porém, a escolha do ambiente no qual
a atividade será realizada é tão importante quanto à sua prática. Sendo assim,
nota-se uma queda consideravelmente grande na qualidade do ar da região
metropolitana, sobretudo devido ao aumento na quantidade de automóveis que
promovem a queima de combustíveis fósseis (MIRANDA e BATISTA, 2009),
contribuindo para a liberação de diversos poluentes que podem expor os
praticantes a uma diversidade de riscos a saúde. No que se refere a este
aspecto, a exposição à poluição é uma das causas de doenças respiratórias
crônicas, podendo piorar o quadro de asma e doenças obstrutivas crônicas
(LASTE, 2009).
O ozônio e o monóxido de carbono são os agentes poluentes que recebem
maior destaque frente à diversidade de substâncias poluentes presentes no ar
das grandes cidades. A resposta do organismo a estes dois agentes está
diretamente relacionada à quantidade destes no ar e a taxa inalada (MIRANDA e
BATISTA, 2009). O monóxido de carbono é emitido através de automóveis,
aquecedores a óleo, queima de tabaco, churrasqueiras e fogões a gás (CANÇADO e
COLABORADORES, 2006), sendo o poluente mais comum encontrado no ar das grandes
cidades (LASTE, 2009). Desta forma, a prática do exercício físico próximo aos
locais com elevado tráfego de automóveis está relacionada a uma maior exposição
e inalação deste poluente (MIRANDA e BATISTA, 2009). O monóxido de carbono
reduz a capacidade de transporte de oxigênio através da corrente sangüínea
(LASTE, 2009; MIRANDA e BATISTA, 2009), podendo prejudicar o desempenho durante
uma corrida ou caminhada. A exposição a este poluente pode causar dor de
cabeça, fadiga e sintomas iguais aos da gripe (LASTE, 2009).
O ozônio é uma substância presente no ar das grandes cidades, sendo
formado quando a luz solar reage com a emissão dos automóveis (LASTE, 2009).
Evidências científicas sugerem que correr com concentrações de ozônio maiores
que 0,16 partes por milhão prejudica as funções pulmonares e o desempenho
durante a corrida (MIRANDA e BATISTA, 2009). Outros estudos demonstram que
correr com concentrações de monóxido de carbono superiores a vinte e cinco
partes por milhão pode reduzir a capacidade de oxigenação e o desempenho
durante a corrida (DICKEY, 2000).
Os praticantes de exercício físico ao ar livre estão mais sujeitos aos
efeitos das substâncias poluentes em relação aos sedentários, uma vez que
durante o esforço físico aumenta-se o volume de ar necessário para o processo
de respiração. Sendo assim, a melhor estratégia para amenizar este processo
consiste em evitar a poluição ou minimizar a exposição a agentes poluentes
(MIRANDA e BATISTA, 2009).
Abaixo seguem algumas dicas para a minimização destes efeitos:
· Realizar exercícios físicos no período da manhã, uma vez que o calor e
a poluição ainda estão baixos neste horário.
· Evitar realizar exercícios físicos no horário do rush, uma vez que a
concentração de poluentes é maior neste período.
· Evitar se exercitar em locais com elevado tráfego de automóveis que
utilizam óleo diesel, como ônibus e caminhões.
· Reduzir a intensidade do esforço quanto estiver se exercitando em um
local com grande emissão gasosa de automóveis. Este procedimento faz com que o
praticante respire somente através do nariz, auxiliando a remover poluentes que
ficaram retidos nas mucosas nasais.
· Reduzir o tempo de aquecimento caso esteja se preparando para
participar de eventos como corridas de rua. Este procedimento reduz o tempo de
contato com agentes poluentes.
· Mantenha-se informado sobre a qualidade do ar.
· Evite exercícios intensos durante períodos de alerta contra calor,
fumaça e neblina.
Desta forma, a prática do exercício físico e a concentração de poluentes
atmosféricos deve ser uma preocupação cada vez maior entre educadores físicos e
entusiastas do exercício, principalmente para aquelas pessoas que realizam as
suas atividades ao ar livre. No entanto, é responsabilidade por parte do governo
implantar medidas visando a redução na emissão de agentes poluentes no ar das
metrópoles, diminuindo as chances de problemas respiratórios e a queda no
número de intervenções hospitalares decorrentes deste processo.
Referências Bibliográficas
(MIRANDA e BATISTA 2009) – A poluição do ar na cidade de Goiânia-GO e a prática de exercícios físicos – Educação Física em Revista.
(LASTE, 2009) – Exercício físico e poluição atmosférica: ambiente interno versus externo – Revista Educação, Meio Ambiente e Saúde.
(CANÇADO e COLABORADORES, 2006) – Repercussões clínicas da exposição à poluição atmosférica – Jornal Brasileiro de Pneumologia.
(DICKEY, 2000) - Air pollution: overview of sources and health effects – Disease-a-Month.
http://brunnoarnaut.blogspot.com.br/2011/04/exercicio-fisico-e-poluicao.html


É importantíssimo discutir à respeito dessas questões, pois está totalmente relacionada ao bem estar e qualidade de vida daqueles que praticam essas atividades físicas ao ar livre.
ResponderExcluirAssim, a exposição à poluição do ar está certamente ligada às mortes por doenças respiratórias inflamatórias, câncer de pulmão e doenças cardiovasculares. (DOCKERY, 1993).
O exercício físico em si proporciona diversos benefícios, mas se estiver associado a ambientes poluídos, pode tornar-se prejudicial e causar sintomas como: cansaço, tontura, garganta seca, irritação nos olhos e diminuição da performance. Assim, o que antes podia ajudar a melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, pode se tornar o gerador de doenças.
Então, é importante maiores cuidados com atividades em certos locais.
Tema muito bacana, parabéns.
Antes de tudo sabemos que a poluição causada por partículas sólidas em suspensão, ozônio, dióxido de enxofre, óxido nitroso e monóxido de carbono, provoca problemas de saúde que vão além de irritação na garganta e ardência nis olhos,ninguém mais contesta. Segundo a organização mundial da saúde, 1,4 % de todas as mortes e 10,8% dos anos de trabalhos perdidos por motivo de doença sejam consequência direta da poluição do ar. Especialmente nos alvéolos, a poluição causa um processo inflamatório que dificulta as trocas de oxigênio e gás carbônico, agravando os casos de doenças pulmonar, aumentando o risco de ataques cardíacos e uma série de fatores. ..Portanto saber escolher o local ideal para se fazer uma atividade física é fundamental.
ResponderExcluirLigado diretamente às respostas fisiologicas do organismo, poluição do ar e atividade física, é um assunto relevante pois nosso organismo necessita desse elemento tão importante (oxigênio) para continuar realisando as reações metabólicas que nos mantém vivos. Se para vivermos mais e melhor, com qualidade, devemos praticar atividade física, um ar poluido se torna um impecílio enorme, sendo que as células de transporte de Oxigênio aderem mais facilmente ao gás carbônico, diminuindo a disposição de oxigênio nos tecidos pela dificuldade no transporte promovida pela poluição do ar.
ResponderExcluirToda essa poluição é resultado (dentre outros aspectos) do aumento da frota de veículos (é bom destacar os movidos a diesel)nos grandes centros, os quais ja possuem poucos espaços para a prática de exercícios, e os que existem possui uma atmosfera de péssima qualidade. Segundo o CONAMA um ar que possui em sua composição entre 101 e 199 microgramas por metro cúbico é inadequado para a respiração, já os que possuem entre 200 e 299 é um ar de qualidade ruim, e que pode trazer muito mais malesses ao individuos expostos a ele. Uma pesquisa realizada na cidade de Goiânia constatou, através de medição feita Gerência de monitoramento Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Recurso Hídricos, constatou que existia uma concentração de 240 microgramas de poluentes no ar dessa cidade, configurando esse ar ruim. Esse ar ruim possui gases como o monóxido de carbono, que causa fadiga, dor de cabeça e consequentemente a dificuldade de continuar se exercitando, ou seja, pessoas que praticam atividades físicas ao ar lllivre expostas a esse tipo de gás em altas concentrações pode ter uma queda de desempenho e até suspender a prática. É bem verdade que pessoas que se exercitam ao ar livre nos grandes centros estão mais expostas a esses gases nocivos, e que são muitos, mas a prática não deve ser abandonada por conta disso, antes, os administradores de políticas públicas deveriam se conscientizar e buscar maneiras de reverter esse quadro, reservando (construindo ) espaços exclusivos para a prática de atividade física por exemplo. Belo post, parabéns.,
Post de suma importância, pois não adianta se exercitar buscando saúde e qualidade de vida, porém adquirindo doenças que prejudicam logo o sistema respiratório, sistema tão importante, que leva oxigênio para as nossas células e elimina o dióxido de carbono produzido por elas. Por isso, é muito importante se atentar para os horários, locais e tipos de exercícios que se vai executar, ótimo post!
ResponderExcluirTodos sabem que a prática de atividades físicas é essencial na manutenção da saúde, mas também é preciso analisar o local em que essas atividades físicas vão ser praticadas, pois a durante essas atividades em locais inadequados os indivíduos ficam expostos a vários poluentes que são muito prejudiciais a saúde podendo levar a complicação de doenças respiratórias crônicas ou a aquisição dessas doenças além de comprometer no rendimento físico do praticante, o mais intrigante é que pessoas que não praticam atividades físicas ficam menos expostas a essas complicações causadas pela poluição, é necessário escolher o melhor horário, local e condições ambientais para que essa prática de atividade física traga benefícios à saúde e não o contrario. ótima postagem
ResponderExcluirUm problema decorrente da modernização do mundo e o aumento da poluição. Fabricas, carros, caminhões, queimadas, tudo isso sao fatores que contribuem para a poluição do ar. E as pessoas que escolhem praticar atividade fisica ao "ar livre" sao as mais prejudicadas. Muitos dos gases lançados no ar, se inalado frequentemente, acarretam danos altíssimos ao organismo como, por exemplo, câncer de pulmao. Esses danos acometem os individuos pela modificação que esses gases inalado causam ao organismo. Por isso a atenção e preocupação com local e horários a ser praticada as atividades. Cabe ao poder publico criar mecanismos para amenizar a poluição no grandes centros e cidades, para preservar a vida de seus moradores. Parabéns pela postagem.
ResponderExcluirCuidar da saúde hoje em dia está cada vez mais difícil com a poluição presente, as medidas apresentadas são bem fáceis de se adaptar . Porém, a escolha do ambiente no qual a atividade será realizada é tão importante quanto à sua prática. Sendo assim, nota-se uma queda consideravelmente grande na qualidade do ar da região metropolitana, sobretudo devido ao aumento na quantidade de automóveis que promovem a queima de combustíveis. Boa postagem.
ResponderExcluirÉ importante fazer essa ressalva, cada vez mais o número de carros das grandes cidade aumentam em quantidade e com isso aumento dos poluentes, de fato é mais interessante praticar atividades como caminhadas em horários com baixo fluxo de veículos, como por exemplo 5:00 AM, pois achar locais bem arborizados para a pratica do exercício esta cada vez mais escasso, como já sabemos o monóxido de carbono e dióxido de carbono tem grande afinidade pela hemoglobina e encontram-se em quase mesma quantidade que O2, por este motivo, em ambientes inapropriados essa taxa de Co e Co2 aumenta mais ainda sua ligação com os transportadores de oxigênio, diminuindo assim a respiração celular.
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